<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-426503473690212150</id><updated>2012-02-16T08:25:43.342-03:00</updated><title type='text'>7faces</title><subtitle type='html'>caderno-revista de poesia     

ISSN 2177-0794</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://set7aces.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/426503473690212150/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://set7aces.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Pedro Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04271723800445614609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_G0XDkqzAWnY/TMcspf6--MI/AAAAAAAABZw/ybfSSXyttJA/S220/eu+2.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>10</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-426503473690212150.post-8776627429456855208</id><published>2012-02-08T23:53:00.000-03:00</published><updated>2012-02-08T23:53:17.252-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-vevVIppdS58/TzM0uPWljPI/AAAAAAAADEc/AJY6rHWhw0s/s1600/capa+4+7faces.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-vevVIppdS58/TzM0uPWljPI/AAAAAAAADEc/AJY6rHWhw0s/s400/capa+4+7faces.png" width="281" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Quando já abandonamos a crença em um Deus, a poesia é a essência que ocupa seu &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;lugar como redenção da vida.&lt;/i&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Wallace Stevens &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito já se escreveu sobre o caráter valorativo da poesia. Sobre o seu papel nesse mundo tresloucado. Mas, todos parecem concordar, entretanto, que esse valor e esse papel da poesia não são instituídos por padrões fixos e são, portanto, imensuráveis e reduzidos a si próprios. A questão não se finda aí, no entanto. E por isso entro para o rol dos que voltam a ela só para, mais uma vez, dizer que esse fim em si da poesia está para além do seu próprio estatuto. E que esse fim desempenha um movimento para além das fronteiras do signo poético e sua dimensão é ampla o suficiente para entender a poesia com materialidade constituinte da ordem real do mundo empírico; muito embora o mundo empírico a rejeite, a poesia faz-se força corrente, escorrega sorrateira por entre suas fendas e aí se instala sendo capaz de reinventar a ordem das coisas. E isso não tem nada a ver com uma pedagogização gratuita do mundo, um amolecimento da dureza da racionalidade ou como quer ainda os mais puritanos, um florear do real. Sobre isso já tenho dito que estamos longe no território da poesia. Ela tornou-se materialidade inquieta e inquieta o suficiente para ser aquela que aponta com o mesmo dedo em riste do romance, por exemplo, o caos do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sobre o caos do mundo a poesia ocupa a dimensão não de estatuinte de uma ordem, mas de sua problematização. Se antes o mundo parecia um sistema muito bem elaborado, com proa conduzida pela figura de um navegante superior que detinha as coordenadas e dizia – sem dar as caras – qual seu papel na cabine da condução; se antes o sistema bem elaborado se guiava por regras próprias às quais o homem, reles mortal, não tinha acesso; hoje o movimento é avesso disso tudo: olhamos para os mais de não-sei-quantos anos-luz desse mar de estrelas e percebemo-nos sem capitão; o sistema, até que possui regras próprias e está mais ou menos bem estruturado, mas noutra ponta, a certeza de não termos capitão e de sermos agora criador-e-criatura, deu ao mundo uma destituição de sua cartografia e ao homem a vontade real de ser imortal. A poesia entra aí como unidade maleável no processo de reconhecimento do mundo-em-si, do homem-pelo-homem, do homem-deus. Isso parece ser suficiente para ver na poesia como espaço de redenção do homem perante sua existência e, consequentemente, da vida perante a vida. Nesse processo, instaura-se ainda o caráter de resistência da poesia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sopro da nomeação – instituído na criação do mundo ao Adão – é um sopro poético. Reconhecer a natureza com tudo o que ela tem, fundamento da linguagem, instituição do mundo, por extensão fundamento da poesia. Se ela se desvinculou do movimento sagrado e desceu das torres de marfim, porque os deuses todos estão mortos, a poesia, logo, ocupa o extenso vazio por eles deixado e firma-se como sentido das coisas e do mundo. Não deixa de ser posta sob pelos-ares como representação vazia ou inutilidade verbal, isso pelo modo como o rumo da construção do sistema que rege a redoma social tem sido pensado, articulado e construído, ao longo de vários séculos de dominação e exploração. Contemporaneamente, a espetacularização, o consumismo, a massificação, a coisificação do homem, a nulidade da vida e o desenvolvimento de uma teia crescente que suga e deglute a todos e nos ameaça (e muito tem nos transformado) em escravos cativos, mentes obsedadas, esquemas a serviço de, eis que a poesia resiste. Resiste no ato de reincorporação do corpora semântico, de refacção dos esquemas verbivocovisuais, da reformulação de sua própria consciência de ser-poético e firma-se como contra-corrente para destituir a hostilidade, o absurdo, a falta de lucidez. Firma-se como um grito, um perfil esguio, esquivo, revolto, retorcido, alimentando-se não somente de si – sua substância vital – mas deglutindo, antropofagicamente, a indigência, o avesso, o retrocesso. Fecha-se para si, fala de si-para-si, mas expõe a nu os movimentos de obliteração que a reduziram em fantasmagoria. Mas sobrevive. E sobrevive. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui se inscreve a poesia de Marize Castro. Não quero reduzi-la ao tom feminino a que a crítica comumente tem-na associado e o fundo sobre o qual a poeta tem se movido ostensivamente. Mas quero entender Marize Castro no epicentro de um movimento escritural que se firma como sujeito-ator no processo de reconstituição simbólica do mundo pela palavra – signo feminino, mas largamente cultivado por uma colônia patriarcal. A poeta de Marrons crepons marfins estabelece – ao modo do que fizeram outras poetas suas contemporâneas e ao modo como fazem também outras poetas posteriores a si – um novo movimento do signo poético, que primeiro busca no traço da diferença, mas não deixando de guiar-se por projetos mais solidificados, para uma refiguração do mundo. Um elo de resistência às paredes da ordem dominante, a fim de, como um caruncho que se alimenta dessa estrutura, promover uma destituição do dito pelo interdito. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ilhamento da palavra, sua decomposição e recomposição em pequenos blocos, entre outras figurações estéticas constituem-se, ainda, em novidade pelo modo como o recurso, aperfeiçoado desde a lírica cabralina, dá enforme a ideia verbal sugerida pela poeta. A resistência da poesia encontra em Marize muitas faces. Muito embora estejamos diante de uma urdidura poética ainda em construção, o fabricar seu ora sugere a reformulação de condutas, ora sugere um mover-se de defesa e destituição discursiva, ora é crítica sem trégua ao descompasso, à desordem do mundo-fêmea em constante reformação. Não há espaço para nostalgia, nem para a utopia, o fim-em-si do poema propõe um mundo outro, de fendas expostas, de novas relações, em que a poeta se apresenta numa pulsação corpórea de dimensões escusas, pondo à voz o que foi silenciado, cerceado, cerzido, obliterado por uma ordem unicista, unilateralista e inteiramente a serviço de uma margem tida como superior às outras.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pedro Fernandes&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;poeta e editor da ideia&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para baixar a edição, &lt;a href="http://set7aces.blogspot.com/2011/09/edicoes-semestrais-7faces-caderno.html"&gt;clica aqui &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/426503473690212150-8776627429456855208?l=set7aces.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/426503473690212150/posts/default/8776627429456855208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/426503473690212150/posts/default/8776627429456855208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://set7aces.blogspot.com/2012/02/quando-ja-abandonamos-crenca-em-um-deus.html' title=''/><author><name>Pedro Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04271723800445614609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_G0XDkqzAWnY/TMcspf6--MI/AAAAAAAABZw/ybfSSXyttJA/S220/eu+2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-vevVIppdS58/TzM0uPWljPI/AAAAAAAADEc/AJY6rHWhw0s/s72-c/capa+4+7faces.png' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-426503473690212150.post-4958387013579484366</id><published>2011-09-30T11:50:00.001-03:00</published><updated>2011-09-30T11:57:19.172-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-0T6rviy5pzI/ToXEmgu7A6I/AAAAAAAACUg/sL0C3LWft8U/s1600/capa+da+4a+ed+da+7faces.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-0T6rviy5pzI/ToXEmgu7A6I/AAAAAAAACUg/sL0C3LWft8U/s400/capa+da+4a+ed+da+7faces.png" width="283" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; mso-layout-grid-align: none; text-autospace: none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;umbom poema,&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i&gt;pormais belo que seja, tem de ser cruel&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Joan Margarit&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-top: 12pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Lapidarpalavras. Não é esse apenas o trabalho do poeta. É lapidá-las e &lt;i&gt;re&lt;/i&gt;colocá-las em rotação. Porque palavrassão, além de pedras, universos. Por isso mesmo, o ofício do poeta está para ode deus. Cada poema engendra na sua maquinaria um universo próprio eparticular. Universo que se nutre da lama de onde emerge, mas customiza-se,vinga (não todos) e constitui-se em atmosfera paralela a esse real empírico quehabitamos. Nesse estágio, o poema atua como sala de espelhos. Mas delaextrai-se um itinerário palpável que não se perde no espaldar dos reflexos. Éesse itinerário o resultado de sua materialidade pétrea. As palavras têmdimensão, peso, massa e volume. Não tivesse não seria possível moldar esse universoparticular do poema, como também se perderia o poema no mover-se dorefrata-reflete.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Foi-se então otempo em que o poema era flor. Delicado. Fechado. Olhando para sua maquinaria ese enfeitando de balangandãs. Perfumado. Imaginação. Suspiro de iluminado natorre de marfim. Medido à régua. De passo regrado. Espartilhado. Povoado dedonzelas. De palavras castas, virgens. Esse estágio há muito que se perdeu. Opoema não é mais universo apartado. Deixou as alturas. Incorporou as dores domundo sem se perder nelas. Incorporou as decisões do seu criador e fez-sedenúncia. Gotejar perfurante. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O universopróprio que se cria do mundo faz o poema movimento. Perdeu-se também, logo, oestágio de paralisia. Poema &lt;i&gt;travelling&lt;/i&gt;.Há nisso tudo, ainda, o poema antropófago. Alimentando-se da maquinaria dosbalangandãs e fazendo-se maquinaria simples. Absorvendo o eco dos antepassadose fazendo-se novo eco. Não muitas vezes (constantemente) invadido por outrastessituras verbivocovisuais. Nascendo, ora do ponto morto, da materialidadeesvaziada (quase) de poesia. Ora fazendo-se por metástase: de uma palavraprincípio do mundo, um novelo infinito. De tons destoantes. Estonteante. Detoadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mas (alerta) nemtudo é matéria de poema. Poetas de brinquedo quebram-se. Não resistem à pancadafirme da palavra. Palavra pedra. Objeto de duas faces. As duas cortantes. Otrabalho com a palavra é, pois, coisa de gente séria. Não há aqui espaço paraos aluados, os tomados de inspiração. O poema é espaço de labuta. Constante.Exige do poeta a persistência, a audácia, o suor, o êxtase, o sangue. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Nesse estágionovo do poema, vejam bem, foi que encontrei com uma poeta potiguar de produçãosignificativa. E digo o porquê. Porque tem na palavra a seriedade. E consegue,como poucos, reinstalar esses organismos, nem sempre em atmosferasaconchegantes, mas suficientemente capazes de fundir-se em universos próprioscuja emoção (do eu que canta) e a razão (do eu que fabrica o canto) mantém-seem equilíbrio. Cada obra dela é como um andar por sobre uma cerca de farpados.Talvez essa seja a metáfora mais concreta para entender o desafio de, primeiro,entender a sua construção poética e, segundo, ler seus poemas. Do modernismo,ela não herda a metástase. Herda a concisão. Mamediana, como parece caminhartodos os grandes poetas que vem depois de Zila e faz da poeta uma fonte. Porconseguinte ela incorpora-se no rol cabralino; não somente pela seriedade com apalavra, mas pelo zelo com que remonta e constrói seus universos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A concisão dessapoeta nasce no nome pelo qual se designa. Como o nome daquela portuguesa, poetano registro, a poeta potiguar Diva Cunha – é este o nome e é dela a obra,ambos, nome e obra homenageados nessa edição do caderno-revista – reúne no primeironome a dubiedade da palavra poética. Faz-se diva, de divino (?), de deusa aremoldurar universos. Diva não usa apenas do trabalho físico das mãos paracompor. Sua poética é fabricada com os laivos do corpo e daí a palavra em Divaé também corporeidade. E o poema sistema. Logo o universo que ela remoldura émuito particular. E tão próprio que parece inútil procurar correntes em quefiliar a escritora. Particular, mas plural. Se o corpo todo tateia a moldura dopoema, os temas sobre os quais se sustentam são diversificados. Como deve ser opoema nesse novo cenário da palavra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A palavra deDiva é ousada. Desvirgina formas femininas. É cúmplice com aquilo que diz.Coloca a tessitura do desejo na fenda da palavra. E tudo se ilumina no gozolouco, hemorrágico. Entendem os dois limites que a palavra da poeta alcança? Éa concisão que se perde no despejar de sentidos. A palavra em Diva parece estásempre grávida. Cheia por todos os lados. E de uma elegância única. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit; line-height: normal; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;PedroFernandes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;poetae editor da ideia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Para baixar esta edição clica &lt;a href="http://set7aces.blogspot.com/2011/09/edicoes-semestrais-7faces-caderno.html"&gt;aqui &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: .0001pt; margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/426503473690212150-4958387013579484366?l=set7aces.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/426503473690212150/posts/default/4958387013579484366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/426503473690212150/posts/default/4958387013579484366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://set7aces.blogspot.com/2011/09/umbom-poema-pormais-belo-que-seja-tem.html' title=''/><author><name>Pedro Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04271723800445614609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_G0XDkqzAWnY/TMcspf6--MI/AAAAAAAABZw/ybfSSXyttJA/S220/eu+2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-0T6rviy5pzI/ToXEmgu7A6I/AAAAAAAACUg/sL0C3LWft8U/s72-c/capa+da+4a+ed+da+7faces.png' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-426503473690212150.post-7812330576414930070</id><published>2011-09-30T11:25:00.001-03:00</published><updated>2012-02-08T23:51:07.251-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h3 class="post-title entry-title" style="font-family: inherit; font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;::edições semestrais&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div class="post-header"&gt;&lt;/div&gt;::&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;7faces&lt;/span&gt; - Caderno-revista de poesia. Ano II, 4 Edição. jul.-dez.2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" id="7ac3f56d-2662-d29b-e646-a4e15c688176" style="height: 389px; width: 550px;"&gt;&lt;param name="movie" value="http://static.issuu.com/webembed/viewers/style1/v2/IssuuReader.swf?mode=mini&amp;amp;printButtonEnabled=false&amp;amp;shareButtonEnabled=false&amp;amp;searchButtonEnabled=false&amp;amp;backgroundColor=%23222222&amp;amp;documentId=120209023401-20b57a66b3364050b070fe4b9c5f6442" /&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"/&gt;&lt;param name="menu" value="false"/&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"/&gt;&lt;embed src="http://static.issuu.com/webembed/viewers/style1/v2/IssuuReader.swf" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" menu="false" wmode="transparent" style="width:550px;height:389px" flashvars="mode=mini&amp;amp;printButtonEnabled=false&amp;amp;shareButtonEnabled=false&amp;amp;searchButtonEnabled=false&amp;amp;backgroundColor=%23222222&amp;amp;documentId=120209023401-20b57a66b3364050b070fe4b9c5f6442" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;(Clica na imagem para ampliar)&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para baixar o PDF, vá &lt;a href="http://www.4shared.com/office/I9gkcAXp/Caderno-revista_7faces_4_edio.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;::&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;7faces&lt;/span&gt; - Caderno-revista de poesia. Ano II, 3 Edição. jan.- jun.2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;object classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" id="92e489aa-188a-9977-305f-251d6b708d37" style="height: 389px; width: 550px;"&gt;&lt;param name="movie" value="http://static.issuu.com/webembed/viewers/style1/v2/IssuuReader.swf?mode=mini&amp;amp;backgroundColor=%23222222&amp;amp;documentId=110930132024-277f843fcd094c47bbf379ce1a858013" /&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"/&gt;&lt;param name="menu" value="false"/&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"/&gt;&lt;embed src="http://static.issuu.com/webembed/viewers/style1/v2/IssuuReader.swf" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" menu="false" wmode="transparent" style="width:550px;height:389px" flashvars="mode=mini&amp;amp;backgroundColor=%23222222&amp;amp;documentId=110930132024-277f843fcd094c47bbf379ce1a858013" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left; width: 550px;"&gt;&lt;a href="http://issuu.com/setefaces/docs/edi__o_3_da_7faces?mode=window&amp;amp;backgroundColor=%23222222" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;(Clica na imagem para ampliar)&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para baixar o PDF, vá &lt;a href="http://www.4shared.com/document/ZjDMbgru/Edio_3_da_7faces.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encarte "Xerófilo", de Márcio de Lima Dantas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;object classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" id="0fb0ab50-d932-d2a3-4380-74b4ae5e3601" style="height: 391px; 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text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-FH9hWWc8MEs/TjR6_94KyzI/AAAAAAAACI4/oSqAw0XLYxM/s1600/capa+da+7faces.png" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-FH9hWWc8MEs/TjR6_94KyzI/AAAAAAAACI4/oSqAw0XLYxM/s400/capa+da+7faces.png" width="282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;D&lt;span lang="pt" style="line-height: 115%;"&gt;epois de publicado &lt;i&gt;Terra do pecado&lt;/i&gt;, em 1947, seu primeiro romance, José Saramago passaria um intervalo de quase vinte anos sem publicar nenhum outro livro. O que não quer dizer que o escritor durante todo esse tempo não tenha escrito. Do contrário. Inéditos expostos em &lt;i&gt;A consistência dos sonhos&lt;/i&gt;, exposição organizada pelo curador espanhol Fernando Gómez Aguilera, deu contas de que nesse período Saramago foi tão polígrafo quanto no período no qual se consagra escritor. Esboço de poemas, contos, romances inacabados, resenhas, crônicas, peças de teatro, enfim, uma leva de materiais escritos que dão contas de um Saramago que buscava, em todos os territórios da escrita, um lugar próprio. E o encontrou. Tardiamente, como romancista. Mais precisamente em 1980, com o romance &lt;i&gt;Levantado do chão&lt;/i&gt;. Antes, porém, depois do longo verão das publicações, a 'reestreia' se dá em 1966, e vem através de um gênero no qual o autor nunca será reconhecido pelo tal: a poesia.&lt;i&gt; &lt;/i&gt;Entretanto, da extensa obra deixada por José Saramago que temos conhecimento, convém sublinhar que, também a poesia, se constitui num naco significativo no âmbito do conjunto completo da sua produção literária. Para efeito, citem-se: &lt;i&gt;Os poemas possíveis&lt;/i&gt; - o referido livro de 'reestreia' literária do escritor, publicado naquela que, à época, foi a mais importante coleção de poesia portuguesa, a coleção &lt;span style="color: black;"&gt;Poetas de hoje&lt;/span&gt;; &lt;i&gt;Provavelmente alegria&lt;/i&gt;, em 1970; e &lt;i&gt;O ano de 1993&lt;/i&gt;, publicado em 1975, que é o que podemos chamar de sua assinatura oficial ao fim da produção no gênero. Fruto de uma “fabricação poética” (para usar os termos do próprio escritor em entrevista a Carlos Reis, 1998), todo esse material seria revisto mais tarde por Saramago e republicado não só com um certo número de rasuras, mas também com um certo número de emendas. Entendendo que, antes de ser espaço-prólogo de escrita, isto é, de ensaio para composição da obra que se estende pós-poesia, a obra poética de José Saramago tem, coerentemente, um significado para o quadro da poesia portuguesa contemporânea e, consequentemente, na produção literária do escritor. Trata-se, no entanto, de uma das zonas de criação do escritor menos explorada ou pelo menos ainda não estudada com profundidade, seja pela crítica brasileira, seja pela crítica estrangeira. A concepção e a elaboração desse número especial do &lt;span style="color: black;"&gt;Caderno-revista 7faces&lt;/span&gt; pretende chamar atenção para esta parte da obra de José Saramago e pretende ser um espaço para um diálogo acerca desse material poético do escritor português e recebe textos que, no seu âmbito, se propõem a discutir a poesia e aspectos concernentes à poesia do escritor. A ideia dessa edição nasce ainda em junho de 2010. Ao longo desse período uma série de ações foi realizada, dentre as quais, cito a inauguração do espaço &lt;span style="color: black;"&gt;Um caderno para Saramago&lt;/span&gt;, a realização do concurso &lt;span style="color: black;"&gt;Uma página para Saramago&lt;/span&gt;, a realização dos cursos &lt;span style="color: black;"&gt;Um universo de José Saramago – paisagens e Diagnósticos do presente em José Saramago, Chico Buarque e Jorge Reis-Sá.&lt;/span&gt; Esta edição que o leitor tem agora em mãos é, pois, fruto de um esforço de longa data e coletivo e, antes de ser um trabalho de leitura para uma face menos escura da literatura saramaguiana, uma homenagem que tem por interesse perpetuar uma obra que foi e é um acontecimento relevante para o universo das literaturas em expressão portuguesa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="pt" style="line-height: 115%;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="pt" style="line-height: 115%;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="pt" style="line-height: 115%;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="pt" style="line-height: 115%;"&gt;Pedro Fernandes&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="pt" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;i&gt;Organizador desta edição&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="pt" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="pt" style="line-height: 115%;"&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span lang="pt" style="line-height: 115%;"&gt;Para baixar esta edição, clica&lt;a href="http://set7aces.blogspot.com/2010/10/edicoes-especiais.html"&gt; aqui.&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/426503473690212150-7036173094021148054?l=set7aces.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/426503473690212150/posts/default/7036173094021148054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/426503473690212150/posts/default/7036173094021148054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://set7aces.blogspot.com/2011/07/edicao-atual.html' title='edição atual'/><author><name>Pedro Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04271723800445614609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_G0XDkqzAWnY/TMcspf6--MI/AAAAAAAABZw/ybfSSXyttJA/S220/eu+2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-FH9hWWc8MEs/TjR6_94KyzI/AAAAAAAACI4/oSqAw0XLYxM/s72-c/capa+da+7faces.png' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-426503473690212150.post-3971817324629991933</id><published>2011-07-28T14:05:00.000-03:00</published><updated>2011-12-28T02:19:54.511-03:00</updated><title type='text'>::ficha técnica</title><content type='html'>&lt;h1&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Concepção geral e coordenação&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div lang="pt-PT" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;Pedro Fernandes de Oliveira Neto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Design gráfico e execução técnica &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Pedro Fernandes de Oliveira Neto e Tecnologia Blogger&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sistema de gestão de conteúdo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div lang="pt-PT" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="font-weight: normal;"&gt;Blogger &lt;/b&gt;&lt;a href="http://www.joomla.org/" target="_blank"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div lang="pt-PT" style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Edição e manutenção&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Pedro Fernandes de Oliveira Neto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Requisitos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Este espaço-blog está otimizado para &lt;a href="http://www.microsoft.com/windows/internet-explorer/download-ie.aspx" target="_blank"&gt;Microsoft Internet Explorer 7.x&lt;/a&gt; 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Tanto é verdade que o fantasma encarnado na palavra “crise” tem sido o que hoje a tudo povoa. A consolidação das primeiras marcas desse fenômeno de crise, surgido pela soma de uma série de episódios, se dá, sobretudo, por aqueles elementos desencadeados da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Sem dúvidas, as transformações que este episódio, em particular, trouxe ao mundo não se resume apenas à modificação das linhas espaciais do continente físico europeu e as subjetivas dos indivíduos (dos seus modos de agir e ser), mas, feito rastilho de pólvora, se alastra e contamina o mundo todo e todos os setores; no terreno da arte não foi diferente: também as transformações se fizeram marcantes. Lembremo-nos dos movimentos da chamada era moderna que solavancaram esse território introduzindo novas temáticas, novas formas de uso da arte e novos modos e usos da linguagem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É nesse contexto de modernidade que o ano de 1927 será, como um marco, significativo para a cidade do Natal. Pela época o eixo Rio-São Paulo lia Primeiro caderno do aluno de poesia de Oswald de Andrade, de Oswald de Andrade, ou Clã do jabuti, de Mário de Andrade, dois dos principais precursores do movimento modernista no País e duas obras símbolo dessa nova maneira de fazer e entender arte literária. O motivo de tal importância desse ano é que por aqui, também como no Centro-Sul, se assistia a publicação de um livro inusitado, tanto na forma (86 páginas, 15X21, em forma de caderno de desenho e impresso em papel barato tipo de jornal) quanto no conteúdo (portando singelos quarenta poemas). E ainda vinha com um título inusitado, Livro de poemas de Jorge Fernandes. Tudo isso, aos olhos do nosso provincianismo causou, certamente, estranhamento e, por que não, celeuma no meio artístico, ainda, de certo modo, encantado com os versos primaveris exalando o perfume da rima perfeita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A poesia de Jorge Fernandes inaugura por cá aquilo que já se operava com grande veemência pelo Sudeste. De modo que é uma poesia significativa porque rompe com a estética perfeita e bem desenhada do parnasianismo e vem apresentar que o exercício poético é mais do que “escrever versos metrificados/ contadinho nos dedos”, mas uma labuta constante que se apropria da matéria do próprio cotidiano e da língua corriqueira para refundar novas maneiras e usos da linguagem; o entendimento de que no poema se fundam novos territórios e novas dimensões do pensar e do existir; o poeta cria para si um mundo à parte (uma máscara, para uso dos versos de Mário Quintana) que lhe outorga fins mais puro e mais verdadeiro do que a própria realidade. Em Jorge Fernandes são elementos materiais da modernidade – as máquinas das fábricas, os automóveis, a velocidade, a imagem, a visualidade sonora, e os aviões, sobretudo (está aí o motivo da capa desta edição).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além de toda essa importância para o cenário da Literatura no Estado, e esse será outro motivo pelo qual sai esta edição em homenagem ao poeta, ano passado foi publicada uma belíssima edição reunindo toda a produção de Jorge Fernandes; trata-se do livro Jorge Fernandes – o viajante do tempo modernista, organizado, em mais de trinta anos de pesquisa, pela professora Maria Lúcia de Amorim Garcia. Tal empreitada da professora reinaugura o olhar para a obra-prima de Jorge Fernandes e apresenta-nos outras faces do poeta e do fazer-se poeta. Logo, o nome de Jorge Fernandes constitui, peça fundamental a que esse caderno registra em homenagear na sua segunda edição: um poeta dono de um espírito moderno, que redescobre o poder da palavra; um poeta para uma era ainda mais sofisticadamente moderna e novamente ressignificado na corrente literária do Rio Grande do Norte. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Pedro Fernandes&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;poeta e editor da ideia&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para baixar esta edição, clica &lt;a href="http://set7aces.blogspot.com/p/midia-issuu.html"&gt;aqui.&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/426503473690212150-6623415526836445979?l=set7aces.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/426503473690212150/posts/default/6623415526836445979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/426503473690212150/posts/default/6623415526836445979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://set7aces.blogspot.com/2010/07/apresentacao.html' title='edição atual'/><author><name>Pedro Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04271723800445614609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_G0XDkqzAWnY/TMcspf6--MI/AAAAAAAABZw/ybfSSXyttJA/S220/eu+2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_G0XDkqzAWnY/TDKS6QU9a-I/AAAAAAAABH0/bTWefCZD31o/s72-c/capa+2+7faces+2a.png' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-426503473690212150.post-2460412674841754000</id><published>2010-06-01T09:50:00.005-03:00</published><updated>2011-07-30T18:51:27.747-03:00</updated><title type='text'>::edições especiais</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;:: 7faces&lt;/span&gt; - Caderno-revista de poesia . Edição especial. Julho de 2011. "Variações de um mesmo tom: diálogos sobre a poesia de José Saramago". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;object style="height: 297px; width: 420px;"&gt;&lt;param name="movie" value="http://static.issuu.com/webembed/viewers/style1/v1/IssuuViewer.swf?mode=embed&amp;amp;layout=http%3A%2F%2Fskin.issuu.com%2Fv%2Flight%2Flayout.xml&amp;amp;showFlipBtn=true&amp;amp;documentId=110714054146-4182cf43583f4d478cd679966b0a0724&amp;amp;docName=edi__o_especial_7faces&amp;amp;username=Setefaces&amp;amp;loadingInfoText=Edi%C3%A7%C3%A3o%20Especial%207faces&amp;amp;et=1310734679203&amp;amp;er=54" /&gt; &lt;param name="allowfullscreen" value="true"/&gt; &lt;param name="menu" value="false"/&gt; &lt;embed src="http://static.issuu.com/webembed/viewers/style1/v1/IssuuViewer.swf" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" menu="false" style="width:420px;height:297px" flashvars="mode=embed&amp;amp;layout=http%3A%2F%2Fskin.issuu.com%2Fv%2Flight%2Flayout.xml&amp;amp;showFlipBtn=true&amp;amp;documentId=110714054146-4182cf43583f4d478cd679966b0a0724&amp;amp;docName=edi__o_especial_7faces&amp;amp;username=Setefaces&amp;amp;loadingInfoText=Edi%C3%A7%C3%A3o%20Especial%207faces&amp;amp;et=1310734679203&amp;amp;er=54" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left; width: 420px;"&gt;(Clique na imagem para ampliar)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encarte "Um ensaio itinerante para ler José Saramago,paisagens" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;object style="height: 297px; width: 420px;"&gt;&lt;param name="movie" value="http://static.issuu.com/webembed/viewers/style1/v1/IssuuViewer.swf?mode=embed&amp;amp;layout=http%3A%2F%2Fskin.issuu.com%2Fv%2Flight%2Flayout.xml&amp;amp;showFlipBtn=true&amp;amp;documentId=110714193424-77a83e6f1165421eaf4551813f2b0760&amp;amp;docName=encarte_para_edi__o_especial_do_caderno-revista_7f&amp;amp;username=Setefaces&amp;amp;loadingInfoText=Encarte%20para%20edi%C3%A7%C3%A3o%20especial%20da%20Revista%207faces&amp;amp;et=1310764559302&amp;amp;er=43" /&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"/&gt;&lt;param name="menu" value="false"/&gt;&lt;embed src="http://static.issuu.com/webembed/viewers/style1/v1/IssuuViewer.swf" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" menu="false" style="width:420px;height:297px" flashvars="mode=embed&amp;amp;layout=http%3A%2F%2Fskin.issuu.com%2Fv%2Flight%2Flayout.xml&amp;amp;showFlipBtn=true&amp;amp;documentId=110714193424-77a83e6f1165421eaf4551813f2b0760&amp;amp;docName=encarte_para_edi__o_especial_do_caderno-revista_7f&amp;amp;username=Setefaces&amp;amp;loadingInfoText=Encarte%20para%20edi%C3%A7%C3%A3o%20especial%20da%20Revista%207faces&amp;amp;et=1310764559302&amp;amp;er=43" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;(Clique na imagem para ampliar)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para acessar a página de divulgação desta edição, clica &lt;a href="http://revista7facesespecial.blogspot.com/"&gt;aqui.&amp;nbsp; &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/426503473690212150-2460412674841754000?l=set7aces.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/426503473690212150/posts/default/2460412674841754000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/426503473690212150/posts/default/2460412674841754000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://set7aces.blogspot.com/2010/10/edicoes-especiais.html' title='::edições especiais'/><author><name>Pedro Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04271723800445614609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_G0XDkqzAWnY/TMcspf6--MI/AAAAAAAABZw/ybfSSXyttJA/S220/eu+2.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-426503473690212150.post-5057591746678094654</id><published>2010-05-04T23:45:00.004-03:00</published><updated>2011-07-20T01:35:02.539-03:00</updated><title type='text'>edição atual</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_G0XDkqzAWnY/S3ItqrY6ffI/AAAAAAAAAgY/CFJ1NR-svSg/s1600/capa%20da%201a%20ed%20da%207faces.png" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/_G0XDkqzAWnY/S3ItqrY6ffI/AAAAAAAAAgY/CFJ1NR-svSg/s320/capa%20da%201a%20ed%20da%207faces.png" tt="true" width="232" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Um galo sozinho não tece a manhã: ele precisará sempre de outros galos&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Cabral de Melo Neto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Um galo sozinho não tece a manhã” – eis o elemento impulsionador da ideia para confecção deste material.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na nota de agradecimento às contribuições recebidas, o caderno-revista eletrônico que antes pensava em juntar em si apenas poemas e poetas, expande-se para a ideia de recepção de textos de outros gêneros. E agora, na recepção do &lt;i&gt;7faces&lt;/i&gt;, o leitor haverá de notar que a ideia novamente se vê modificada. E, parece que, enfim, consegui encontrar a modelagem do que realmente pretendia com esse material.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Ele precisará sempre de outros galos” – eis o interesse/pretensão minha com esse veículo. Não surge ele para transgredir nada e nem com ambições maiores do que a de congregar em torno de um mesmo espírito, o da poesia, faces de todo mundo. Eis o princípio de quando lançada na rede que dizia tratar-se &lt;i&gt;7faces&lt;/i&gt; da gênese de uma rede poetas que ambicionava reunir as vozes de poetas de todas as tendências, raças, cores, nacionalidades, temáticas, do que pudesse caber nas infinitas páginas da Web. Logo, mesmo a ideia tendo se modificado ao longo de sua gênese e com a possibilidade de lançamento de um caderno-revista eletrônico, creio que esse propósito do seu princípio ainda prevalece. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só tenho a agradecer, evidentemente, a todos os que contribuíram com esta edição, cujos nomes já foram citados; é verdade que, sem os contributos, ela não haveria. Ou fazendo jus à epígrafe cabralina que em sua lâmina vaza essa ideia – de que um galo sozinho não tece a manhã – foram eles, os que contribuíram, galos-poetas, que me fizeram de uma forma ou de outra pensar e re-pensar diversas vezes num formato para o tecido desse veículo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O número que agora sai é dedicado a poeta potiguar Zila Mamede (1928-1985). Se fosse ser publicado no tempo oportuno estaríamos pelo cinquentenário de &lt;i&gt;O arado&lt;/i&gt; – obra singular que vem trazer aos ventos literários do Estado um estágio outro do fazer poético, já demonstrado quando do surgimento das obras anteriores da poeta; cito, para ser mais específico, &lt;i&gt;Rosa de pedra&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Salinas&lt;/i&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ideia dessa edição já estava pronta e, mesmo fora do tom, devido a não anuência de uma data comemorativa prefixada no calendário, permanentemente pronta sai, porque nunca se é data fixa homenagear aqueles nomes que de maneira singular contribuem para uma percepção outra de nós mesmos e do mundo onde nos inserimos. A escolha pelo nome de Zila, deu-se, antes da celebração de uma data, mas a celebração de um nome – que alia-se com o material agora publicado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A escolha por uma mídia digital é simples. Além dos custos serem quase apenas o do tempo do editor, também é o meio eleito por excelência ao grande público, dando a liberdade de o leitor consumir o produto da maneira que achar conveniente: na tela do computador ou impresso, por completo o texto ou por pedaços. Fica esta edição disponível para download no espaço dedicado à sua divulgação, o &lt;a href="http://set7aces.blogspot.com/"&gt;set7aces.blogspot.com&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Digo, para finalizar, que este trabalho que agora é publicado já é, desde então, um sucesso por congregar no seu ventre tão variadas faces, tão variadas vozes. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pedro Fernandes&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;poeta e editor da ideia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para baixar esta edição, clica &lt;a href="http://www.docstoc.com/docs/document-preview.aspx?doc_id=25356939"&gt;aqui.&lt;/a&gt;&amp;nbsp;Esta ação também pode ser feita no menu &lt;a href="http://set7aces.blogspot.com/p/arquivo.html"&gt;Arquivo&lt;/a&gt;, onde se encontram disponíveis os arquivos constituintes do caderno-revista em estágio individual. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/426503473690212150-5057591746678094654?l=set7aces.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/426503473690212150/posts/default/5057591746678094654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/426503473690212150/posts/default/5057591746678094654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://set7aces.blogspot.com/2010/05/apresentacao.html' title='edição atual'/><author><name>Pedro Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04271723800445614609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_G0XDkqzAWnY/TMcspf6--MI/AAAAAAAABZw/ybfSSXyttJA/S220/eu+2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_G0XDkqzAWnY/S3ItqrY6ffI/AAAAAAAAAgY/CFJ1NR-svSg/s72-c/capa%20da%201a%20ed%20da%207faces.png' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-426503473690212150.post-869452272782390843</id><published>2010-03-29T10:01:00.000-03:00</published><updated>2011-09-30T11:54:04.595-03:00</updated><title type='text'>::estante</title><content type='html'>:: &lt;a href="http://set7aces.blogspot.com/2011/09/edicoes-semestrais-7faces-caderno.html"&gt;edições semestrais&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:: &lt;a href="http://set7aces.blogspot.com/2010/10/edicoes-especiais.html"&gt;edições especiais &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/426503473690212150-869452272782390843?l=set7aces.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/426503473690212150/posts/default/869452272782390843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/426503473690212150/posts/default/869452272782390843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://set7aces.blogspot.com/2011/07/estante.html' title='::estante'/><author><name>Pedro Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04271723800445614609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_G0XDkqzAWnY/TMcspf6--MI/AAAAAAAABZw/ybfSSXyttJA/S220/eu+2.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-426503473690212150.post-3125925140515247787</id><published>2010-03-21T21:33:00.001-03:00</published><updated>2011-03-21T21:37:14.055-03:00</updated><title type='text'>::links</title><content type='html'>&lt;a href="http://revistacruviana.blogspot.com/"&gt;Revista Cruviana&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Criada em 2011, o propósito da revista é a publicação de contos. A Revista Cruviana é uma produção independente que conta com o apoio da editora Sarau das Letras e está aberta para todos aqueles que se propõem a dedicar qualquer tempo que seja para fazer brotar a vida no infinito branco da folha.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/426503473690212150-3125925140515247787?l=set7aces.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/426503473690212150/posts/default/3125925140515247787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/426503473690212150/posts/default/3125925140515247787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://set7aces.blogspot.com/2010/03/links.html' title='::links'/><author><name>Pedro Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04271723800445614609</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='23' src='http://1.bp.blogspot.com/_G0XDkqzAWnY/TMcspf6--MI/AAAAAAAABZw/ybfSSXyttJA/S220/eu+2.jpg'/></author></entry></feed>
